ALFA KARIM
Ao primeiro clarão da aurora, eu já me sentia mais sereno. Ainda úmido do orvalho, retomei a forma humana, vesti a bermuda e caminhei de volta à cabana de pinho. Mal o céu assumira tonalidades rosadas quando avistei uma silhueta estendida na varanda. Aproximando-me com cautela, reconheci Laika. Corri até ela para certificar-me de que estava bem, mas diminui o passo assim que os acontecimentos da noite anterior me assaltaram a memória.
O que ela fazia ali fora? Examinei-a atentamente;