Alonzo
Fazia dias que o silêncio de Antonella me perseguia. No café da manhã, ela passava por mim sem sequer me olhar. Na empresa, falava apenas o necessário, e sempre com a postura de uma executiva que aprendeu a se proteger.
Eu sabia que era culpa minha. E quanto mais ela se afastava, mais o meu autocontrole se desmanchava.
O relógio marcava nove e meia quando Letícia apareceu na minha sala. Vestida de menos para o horário, salto alto e perfume forte.
— O relatório da filial de Montreal, senh