Daniel não sugeriu conversa.
Quando saímos da área do lago, ele apenas indicou o caminho que contornava o resort, como se já soubesse que eu precisava andar mais do que explicar.
— Quer dar uma volta? — perguntou. — Sem destino.
Assenti.
Ele não tentou tocar em mim. Não perguntou se eu estava bem. Não lançou aquele olhar curioso que exige confissão. Só começou a caminhar no mesmo ritmo que eu.
O caminho era silencioso, ladeado por árvores altas que filtravam a luz da tarde. O som da água vinha