O braço dele ainda estava sobre mim.
Pesado. Quente. Real.
Fiquei imóvel por alguns segundos, fingindo que aquele silêncio era neutro, quando na verdade ele gritava. O corpo dele se mexeu devagar, um ajuste mínimo, como se estivesse acordando de verdade agora.
Pedro foi o primeiro a se afastar.
Não de forma brusca. Não com culpa. Mas com aquela precisão controlada que ele sempre usava quando algo saía do eixo.
Ele retirou o braço, sentou-se na beirada da cama e passou a mão pelo rosto, respiran