Leva menos de um segundo pra encontrar Matteo na varanda. Como uma sombra, ele sempre está por perto, na minha cola mais do que a minha própria. Encostando na parede, entre uma porta dupla e outra, que levam para dentro do palácio, seus olhos me atravessam.
Claro, que ele assistiu. Isso é um camarote, mas o espetáculo dele sou eu. Deixo a taça vazia no bar e avanço, esquivando-me das pessoas, que parecem abrir caminho para que eu passe. Paro em frente ao brutamontes, as mãos escondidas nos bols