91. ALIAÇAS FEITAS DE ÓDIO
Leonardo perdeu o controle no instante em que fechou a porta do carro.
O punho atingiu o volante com força suficiente para fazê-lo doer, mas a dor física era irrelevante diante da humilhação que queimava em seu peito. Ele gritava sozinho, palavras desconexas, acusações lançadas ao vazio, como se o mundo inteiro tivesse conspirado contra ele.
— Eles não podem fazer isso comigo… — repetia, os olhos vermelhos, a respiração irregular. — Não podem!
A mente oscilava. Em um segundo, ele era o homem in