89. O PLANO QUE NÃO EXISTE NO PAPEL
O carro da escola já havia desaparecido no final da rua quando o silêncio voltou a ocupar a casa.
Isabela permaneceu alguns segundos parada no mesmo lugar, tentando reorganizar o mundo dentro da própria cabeça. Henrique observava em silêncio. Ele conhecia aquele tipo de silêncio — não era vazio, era carregado.
— Eles não são crianças comuns — disse ele, por fim.
Isabela assentiu devagar.
— Nunca foram.
Mas nenhum dos dois imaginava o quão longe aquilo já tinha ido.
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Dentro do carro da escola