76. CAMILA ESTÁ VIVA?
O som grave do avião cortava o céu como uma lâmina atravessando a escuridão. Não havia estrelas — apenas o breu absoluto e o ronco constante dos motores. Lá embaixo, as luzes da cidade se tornavam pequenas, distantes, irreais. Eram fragmentos de um passado que Isabela e Henrique deixavam para trás, junto com tudo o que lhes havia ferido.
Dentro da aeronave, o ar parecia denso, carregado de emoções contidas.
Isabela segurava com força as mãos das crianças, o coração acelerado, tentando esconder