68. ECOS DO PASSADO
A manhã nasceu cinzenta sobre a mansão dos Villar. O céu parecia carregar o mesmo peso que pairava sobre o coração de Leonardo. Ele acordara antes do amanhecer, coisa rara para alguém tão acostumado à rotina metódica. A insônia o consumira. Desde a noite anterior, uma única frase ecoava em sua mente — dita pela mãe com aquela voz calma, venenosa, quase doce:
“E se Isabela não tivesse apenas fugido? E se ela tivesse fugido... grávida?”
Leonardo tentou ignorar. Tentou racionalizar. Mas a dúvida e