67. AS SEMENTES DO MAL
Helena não dormiu naquela noite. As palavras de Caio ecoavam em sua mente, misturadas com lembranças antigas — o casamento arranjado, a humilhação pública, o escândalo que quase destruiu o nome da família Duarte.
Isabela sempre fora uma peça frágil, mas necessária naquele tabuleiro. E agora, saber que ela ainda estava viva... e com filhos... reacendia algo dentro dela.
Mas não era compaixão.
Era cálculo.
O amanhecer encontrou Helena de pé, impecavelmente vestida, o olhar frio e decidido. Passar