A fazenda estava quieta demais. Não era silêncio de paz. Era aquele tipo de quietude que antecede tempestade, quando até os cães parecem farejar algo que ainda não tem nome.
Manuela estava no quarto desde que voltaram do galpão. Dona Helena recusou-se a ir embora e dormia no quarto de hóspedes, embora ninguém ali realmente tivesse conseguido dormir. Os homens de segurança circulavam pela propriedade como sombras tensas.
Luca permanecia na varanda do escritório, de pé, imóvel. Os punhos apoiados