Manuela percebeu o bilhete antes mesmo de entender o que ele era.
Estava dobrado de forma irregular, enfiado por baixo da porta do quarto, visível demais para algo que não deveria ser visto. Um pedaço de papel simples, sem envelope, sem assinatura, sem cuidado. Ainda assim, o corpo dela reagiu no instante em que os olhos reconheceram aquela presença indesejada.
O estômago afundou.
Ela fechou a porta atrás de si com cuidado excessivo, como se o papel pudesse ouvir, como se qualquer ruído fosse s