Luca não era homem de insistir em conversa. Sempre resolvera as coisas com ação, com presença, com aquele jeito firme de quem ocupa espaço sem pedir licença. Mas com Manuela era diferente. Ela não o enfrentava. Não discutia. Não provocava. Apenas o atravessava como se ele fosse ar.
Aquilo corroía.
Nos últimos dias, ela desviara do olhar dele, mudara de direção nos corredores, respondera com frases curtas demais, educadas demais. Um tipo de frieza que não era indiferença natural. Era construída.