O médico terminou os procedimentos, orientou repouso, avisou que a pancada na cabeça exigia observação constante e se despediu, deixando para trás o cheiro de álcool e a luz baixa do abajur. A porta se fechou, Herrera acompanhou o médico até o lado de fora e a sala ficou só com Rafael no sofá e Camila em pé, com as toalhas manchadas nas mãos.
— Camila — ele chamou, a voz rouca.
Ela ergueu o rosto.
— Está com dor? Eu pego o remédio.
Rafael negou com a cabeça, o olhar preso nela.
— Não é isso. Ve