Rafael ainda estava no escritório quando Camila entrou. O quadro com datas e nomes tomava a parede, as anotações de Herrera espalhadas sobre a mesa, e ele permanecia em pé diante daquilo, o curativo apertado no braço, o corpo inteiro em alerta.
Ela parou na porta, vendo o cansaço no rosto, o jeito rígido de segurar o ombro ferido.
— Você não sentou nem por meia hora — disse, aproximando-se. — Vai cair em pé.
Rafael nem piscou.
— Não posso. Enquanto ele estiver por aí, descanso é fraqueza.
— Fra