Desde que viu o próprio nome naquela lista, Camila não conseguia respirar direito. A imagem das letras pretas voltava toda hora. Camila Ríos Villalba. Item pendente. Saber que era alvo era uma coisa; ver escrito era outra.
Rafael guardou a planilha, trancou a gaveta, tentou voltar aos mapas. Quando ergueu os olhos, ela continuava em pé no meio do escritório, braços cruzados.
— Camila…
— Não começa dizendo que está tudo sob controle — cortou, a voz baixa. — Você acabou de me mostrar um papel em que alguém decidiu quem vive e quem morre. O meu nome está lá como tarefa em aberto. Não existe controle nisso.
Ele respirou fundo.
— Eu te mostrei porque você pediu para sair do escuro — respondeu. — E estou fazendo o que posso para te tirar da mira.
Ela riu, sem humor.
— Tirar da mira? Eu durmo numa casa cercada, com dois homens na porta e você rondando armado. Eu não quero ser tratada como alvo.
— Você é alvo — devolveu. — Não porque merece, mas porque essa gente escolheu você. Fingir que não