SOFIA VILLALBA - O RETORNO DA BASTARDA
O portão de ferro do presídio abriu com um rangido pesado que se arrastou pelo ar quente da tarde. O som ecoou no pátio de concreto como uma porta antiga sendo empurrada com esforço, e a mulher atravessou o limiar com passos tranquilos, carregando um saco de papel dobrado junto ao corpo. Dentro dele havia poucas roupas, um par de sapatos gastos e um envelope pardo com documentos. O vento fraco levantou uma mecha do cabelo preto que caía sobre o ombro dela