A luz da manhã entrou pelas frestas da cortina fina do quarto 214, espalhando uma claridade esbranquiçada sobre as paredes descascadas. O ruído da cidade já preenchia o ar, com buzinas distantes, vozes que subiam da rua e o som constante de motores passando pela avenida próxima. Sofia abriu os olhos devagar, observando o teto do quarto enquanto a mente percorria o caminho que a trouxera até aquele lugar.
Ela se sentou na cama com movimentos tranquilos e deixou os pés tocarem o chão frio. O quar