CAPÍTULO 253

Depois da mensagem anônima e da foto no portão, Rafael passou o resto do dia cercado de mapas, relatórios e vozes no rádio, mas nada diminuía a sensação incômoda: por mais que reforçasse cercas e rotas, a parte mais vulnerável da hacienda continuava sendo a mesma, dormindo sozinha no fim do corredor.

Quando saiu do escritório, a noite já tinha caído. Viu seguranças espalhados pelo pátio, faróis cortando o escuro, janelas antes apagadas agora acesas. Encontrou Camila na sala, sentada no tapete com o bebê no colo e o celular na mesa, a tela virada para baixo. O rosto dela carregava cansaço, medo e o resto de mágoa pelo afastamento dele.

Rafael parou à frente dos dois, sem rodeios.

— Faz a mala.

Ela ergueu os olhos, sem entender.

— O quê?

— Suas coisas e as dele. Vocês não dormem mais naquele quarto.

— E vamos dormir onde, então?

— No meu.

A resposta foi simples, mas tirou o ar dela. O quarto dele era tudo o que ela vinha tentando organizar na cabeça: banheira, discussões, beijos interro
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