Camila passou o dia inteiro roendo a própria cabeça até admitir que precisava sair dali. Depois da bofetada no pátio, da palavra “divórcio” cuspida entre dentes, da noite em que o corpo lembrava da banheira e o orgulho lembrava da ameaça, a casa parecia pequena demais. Quando o bebê finalmente dormiu pesado, o silêncio caiu como peso. Se ficasse ali, sabia que ia desmontar.
Abriu o guarda-roupa, encarou os cabides como se fossem júri. Não queria se arrumar para provocar ninguém, mas se recusava