Camila ainda estava na sala, na mesma ponta do sofá, quando ouviu a porta lateral fechar. O telefone descansava ao seu lado, o ventre sob a palma da mão, numa vigilância que misturava estrada, sirenes imaginadas e o barulho do próprio sangue. Quando Rafael entrou, com o casaco aberto e o rosto tenso, ela soube que a parte da operação que envolvia asfalto tinha acabado, mas a que envolvia passado estava só começando.
Ingrid veio da cozinha, secando as mãos.
— Ele está vivo — Rafael disse, parand