CAPÍTULO 215

Camila ainda estava na sala, na mesma ponta do sofá, quando ouviu a porta lateral fechar. O telefone descansava ao seu lado, o ventre sob a palma da mão, numa vigilância que misturava estrada, sirenes imaginadas e o barulho do próprio sangue. Quando Rafael entrou, com o casaco aberto e o rosto tenso, ela soube que a parte da operação que envolvia asfalto tinha acabado, mas a que envolvia passado estava só começando.

Ingrid veio da cozinha, secando as mãos.

— Ele está vivo — Rafael disse, parando diante das duas. — Mena foi preso. Ninguém da nossa equipe morreu.

O alívio subiu, mas não chegou a virar descanso. Camila sentiu, com nitidez, o espaço onde a próxima frase ia cair.

— E o que ele disse? — ela perguntou. — Continuou se achando um justiceiro ou resolveu falar como gente?

Rafael respirou fundo.

— O que ele contou muda a forma como você olha para o acidente do seu pai — respondeu. — E liga o que está acontecendo agora ao que o Arturo fez lá atrás.

Ingrid hesitou, meio caminho ent
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