CAPÍTULO 197

Herrera voltou no fim da tarde com uma pasta debaixo do braço. Encontrou Rafael e Nicolás na sala menor, a dos vidros voltados para o agave.

— Trouxe alguma coisa ou é mais papel de sempre? — Rafael perguntou.

— Trouxe um nome — o delegado respondeu. — E nome, às vezes, vale mais do que prova mal feita.

Ele largou a pasta na mesa. Relatórios antigos, prints, organogramas, fichas cheias de carimbo.

— O que é isso?

— Casos grandes com empresa envolvida, inquérito que sumiu, prova desaparecida — Herrera explicou. — Fui ver quem sempre estava por perto sem nunca ser o principal.

Nicolás se aproximou com o tablet.

— E apareceu alguém?

— Apareceu. — Herrera puxou uma folha separada. — Este aqui.

Rafael leu o nome em negrito.

— Ramiro Castañeda.

— Investigador da polícia estadual — Herrera completou. — Começou em delegacia pequena, foi subindo devagar, sempre caindo em setor que mexe com dinheiro grande: desvio de carga, crime empresarial, contrato público.

— Ele entrou no caso do pai da Cam
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