O rapaz da manutenção estava sentado na ponta da cadeira da salinha ao lado da enfermaria, mãos unidas, olhar preso no chão. Herrera folheava um bloco de notas, Nicolás mantinha o tablet ligado e Esteban encostado na parede fazia guarda.
A porta abriu devagar. Rafael entrou.
— Só observando, delegado — avisou.
Herrera assentiu.
— Tudo bem. Quanto mais testemunha séria, melhor.
O rapaz quase pulou da cadeira.
— Senhor Villalba, eu… eu não fiz nada…
— Ainda — Herrera cortou, num tom seco. — Respi