Camila estava na poltrona perto da janela, o bebê dormindo no colo, quando Ingrid entrou com expressão cansada, trazendo uma pasta fina e uma xícara de chá.
— Antes que pergunte, sim, eu tenho notícia. Mas nenhuma envolve você sair da cama correndo.
— Isso já ajuda. O que aconteceu?
— Rafael mandou reforçar tudo. Portão, rondas, revisão de câmeras. Agora, além dos seguranças da casa.
— Mais gente circulando na casa é proteção ou risco?
— É proteção, porque eles respondem direto a ele — Ingrid explicou. — E todos sabem que, se olharem pra você por motivo que não seja profissional, são demitidos.
— Não quero virar prisioneira.
— Você virou alvo quando resolveu amar um Villalba obstinado — Ingrid devolveu, sem doçura artificial. — O que nós estamos fazendo é garantir que essa escolha não termine num obituário.
Camila abaixou o olhar para o bebê.
— Ele não pediu para nascer no meio disso.
— Nenhum filho pede — Ingrid comentou. — A diferença é que alguns entram no mundo com gente disposta