CAPÍTULO 170

O prédio da delegacia de Jalisco parecia menor que o tumulto de câmeras na porta. Assim que o SUV parou na calçada, os flashes começaram a estourar no vidro, e Rafael sentiu o velho instinto militar pedir para mandar todo mundo calar a boca. Em vez disso, soltou o cinto com calma. Esteban olhou pelo retrovisor, esperando ordem.

— Se quiser, dou a volta e entro na garagem.

— Não. — Rafael abriu a porta. — Hoje eu não pareço culpado fugindo por estacionamento.

Nicolás girou no banco da frente.

— Eles vão perguntar do bebê. Da Camila. Da tequila. De tudo.

— Eu falo das mortes. Só isso.

O barulho bateu no rosto dele quando pôs o pé na calçada.

— Senhor Villalba, o assassino está ligado à sua empresa?

— Todas as vítimas trabalhavam com tequila Villalba?

— Sua esposa está em risco? Ela ainda está grávida?

Ele subiu dois degraus, parou e virou para os microfones.

— Três mulheres foram assassinadas — disse, sem aumentar o tom. — O foco hoje é descobrir quem matou, não escolher marca para cruc
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