O prédio da delegacia de Jalisco parecia menor que o tumulto de câmeras na porta. Assim que o SUV parou na calçada, os flashes começaram a estourar no vidro, e Rafael sentiu o velho instinto militar pedir para mandar todo mundo calar a boca. Em vez disso, soltou o cinto com calma. Esteban olhou pelo retrovisor, esperando ordem.
— Se quiser, dou a volta e entro na garagem.
— Não. — Rafael abriu a porta. — Hoje eu não pareço culpado fugindo por estacionamento.
Nicolás girou no banco da frente.
— Eles vão perguntar do bebê. Da Camila. Da tequila. De tudo.
— Eu falo das mortes. Só isso.
O barulho bateu no rosto dele quando pôs o pé na calçada.
— Senhor Villalba, o assassino está ligado à sua empresa?
— Todas as vítimas trabalhavam com tequila Villalba?
— Sua esposa está em risco? Ela ainda está grávida?
Ele subiu dois degraus, parou e virou para os microfones.
— Três mulheres foram assassinadas — disse, sem aumentar o tom. — O foco hoje é descobrir quem matou, não escolher marca para cruc