Camila ajeitou o travesseiro nas costas e tentou encontrar uma posição que não puxasse tanto os pontos. O quarto estava em meia-luz, cortinas fechadas pela metade, abajur aceso. O bebê dormia no berço ao lado, com o rosto meio escondido pelo tecido fino.
Ingrid entrou sem bater, como sempre fazia desde o parto, carregando uma bandeja.
— Hora de comer de novo.
— Vai virar tortura tudo que vem em bandeja — Camila resmungou, mas pegou a colher. — Alguma notícia do Rafael?
— Ele ainda está na delegacia — Ingrid respondeu. — Nicolás mandou mensagem dizendo que a imprensa está em cima, mas o delegado parece mais interessado em papel do que em câmera.
Camila respirou fundo, tomou duas colheradas de sopa, deixou o sabor morno assentar no estômago.
— Você acha que isso tudo tem mesmo a ver com a gente? Ou só estão usando o nome Villalba porque vende notícia?
— Acho que tem alguém inteligente o bastante para fazer as duas coisas ao mesmo tempo — Ingrid disse. — Mata em lugares ligados à marca,