A sede da empresa parecia mais fria naquele dia. Rafael entrou pelo acesso lateral, escoltado por Nicolás e pelo advogado. Os funcionários desviavam o olhar, alguns cumprimentavam rápido, outros apenas observavam. O clima era de velório antecipado.
No andar do conselho, duas portas de vidro separavam o corredor da sala principal. Do outro lado, ele viu alguns rostos conhecidos: conselheiros antigos, dois investidores estrangeiros, o presidente do conselho ajeitando papéis. A cadeira de Arturo continuava vazia.
— Ele não deu sinal? — Rafael perguntou a Nicolás, em voz baixa.
— Nenhum. Nem ele nem o herdeiro de novela que inventaram — respondeu. — Mas os advogados do rapaz estão lá dentro.
O advogado de Rafael se aproximou.
— Lembra do que combinamos. Você fala pouco, mostra prova, não cai em provocação. Quem está em desespero são eles.
— Quem está com a mulher e o filho na linha sou eu — Rafael retrucou. — Não vou esquecer isso.
A porta se abriu. O presidente do conselho fez um gesto f