Camila viu a porta fechar atrás de Rafael e, por alguns segundos, o quarto pareceu grande demais.
Ela passou a mão na barriga.
— É isso, Villalbinho. Seu pai foi brigar com meio mundo, e a gente ficou com a parte difícil: esperar.
A porta abriu de novo. Ingrid entrou com o aparelho de pressão pendurado no pescoço.
— Nem pense em fugir para o banheiro com o celular — avisou.
— Nem levantei da cama — Camila respondeu. — Mas, se medir agora, a pressão vai te dar chilique.
— Por isso mesmo eu ainda não medi — Ingrid replicou. — Só vim checar se você está respirando.
— Estou. Só não prometo continuar se me deixarem sem notícias.
Como se o universo tivesse ouvido, o celular vibrou na mesinha.
— E aí, doutora, proíbe ou libera? — Camila perguntou.
— Se começar a gritar, eu tiro o aparelho da sua mão — Ingrid disse. — Fora isso, pode atender.
Era mensagem de Nicolás.
“Começou. Sala cheia. Rafael entrou agora.”
Outra mensagem, segundos depois:
“Cumprimentou só o necessário. Ignorou Luna e Artu