Quando Camila deixou a sala de controle, sentiu o ar quente do corredor invadir os pulmões como se estivesse saindo de um ambiente submerso, porque a presença de Rafael sempre provocava nela essa sensação de água represada prestes a transbordar. Caminhou até o laboratório com passos rápidos, tentando colocar distância entre eles e recuperar a clareza que ele insistia em roubar, ainda que não tivesse tocado nela uma única vez desde o dia anterior. O problema era que Rafael não precisava tocar. E