Os jardins internos do Palazzo Ducale exalavam jasmim noturno. As tochas lançavam reflexos dourados nas fontes renascentistas enquanto caminhávamos em silêncio. A mão de Alessandro ainda queimava na minha cintura, e o tecido do vestido azul-safira roçava minhas coxas a cada movimento. O ar fresco contrastava com o calor que se acumulava entre nós. Ele mantinha o maxilar travado, o olhar inquieto rondando as sombras como se calculasse ameaças invisíveis.
Foi ele quem quebrou o silêncio.
— O se