Capítulo 2

Solto um suspiro, sentindo o ar preso no meu peito escapar aos poucos. Fecho os olhos por uma fração de segundos, como se aquilo fosse suficiente para me recompor, antes de voltar a encará-lo. A presença dele ainda pesa no ambiente, intensa demais para ser ignorada.

— Desculpa ter entrado no seu quarto. Eu já vou sair! — digo, tentando manter a voz firme, mesmo que por dentro tudo esteja em alerta.

Viro-me rapidamente e caminho até a porta, cada passo um pouco mais apressado que o anterior. Mas antes que meus dedos sequer alcancem a maçaneta, ele se move. Rápido. Preciso.

Seu corpo se coloca na minha frente, bloqueando completamente minha saída.

Paro imediatamente.

Perto demais.

— Você entra assim… e acha que pode sair sem mais, nem menos? — ele pergunta, a voz baixa, carregada de um controle que me faz prender a respiração.

Engulo em seco.

É impressão minha… ou o ar ficou mais quente?

— Olha, senhor… eu sou nova aqui, não sei ainda das regras, então sinto muito ter entrado no seu quarto! — respondo, tentando sustentar o olhar dele, mesmo sentindo um leve nervosismo se espalhar pelo meu corpo.

Por um breve segundo, algo muda.

Algo se acende no olhar dele.

— Você é Helena Carmelin? — ele questiona, agora com um interesse mais evidente, mais direto.

— Sim — respondo, quase automaticamente.

Ele dá um passo na minha direção.

Depois outro.

E eu não me movo.

Meu corpo simplesmente… não reage.

Fico imóvel, presa naquele momento, enquanto ele se aproxima até ficar perigosamente perto. Perto o suficiente para que eu precise erguer o rosto para continuar sustentando seu olhar. Consigo sentir o calor que vem dele, a proximidade que invade meu espaço sem pedir permissão.

Sua mão se ergue lentamente.

Prendo a respiração.

Ele toca meu cabelo com uma delicadeza inesperada, pegando uma mecha solta e colocando-a atrás da minha orelha, os dedos roçando de leve minha pele. O gesto é simples… mas faz meu coração acelerar de um jeito completamente errado.

— Gael Ackles, ao seu dispor… ma belle — ele diz, com um leve tom de provocação na voz, pegando minha mão em seguida e levando-a até os lábios, depositando um beijo demorado demais sobre minha pele.

Meu estômago revira.

Engulo em seco.

Ackles?

É… com ele que eu vou me casar?

Abro a boca, pronta para falar, pronta para entender o que está acontecendo… mas o som de passos no corredor me faz congelar.

Alguém está vindo.

O pânico sobe rápido demais.

Sem pensar, me afasto dele e vou até a cama, onde a iluminação é mais baixa. O tecido escuro ajuda, as sombras escondem. Puxo o cobertor e me cubro rapidamente, tentando me encaixar entre as dobras como se fizesse parte daquele cenário. A cama está levemente bagunçada… talvez o suficiente para não denunciar minha presença.

Talvez.

Alguém b**e na porta.

Meu coração dispara.

— Entra — Gael diz, a voz voltando ao tom controlado de antes, como se nada tivesse acontecido.

A porta se abre.

— Estava falando com alguém? — uma outra voz masculina invade o quarto, desconfiada, firme.

Prendo a respiração sob o cobertor.

— E se eu estivesse? — Gael responde, sem hesitar, o tom carregado de desafio.

O silêncio que se segue é tenso.

Pesado.

— Deveria estar se preocupando em estar apresentável para a nossa convidada de honra — o outro homem diz, com uma leve irritação na voz.

Meu coração quase para.

Convidada de honra.

Sou eu.

Escuto os passos de Gael pelo quarto, lentos, calculados, mas não me atrevo a me mover sequer um centímetro. Qualquer movimento pode me entregar.

— Você deveria estar focando no que realmente importa — ele rebate, a voz mais baixa, mais firme.

Mais perigosa.

Por alguns segundos, tudo fica em silêncio.

E então…

A porta se fecha.

Mas eu continuo ali.

Escondida.

Prendendo a respiração… como se ainda estivesse em perigo.

Tiro o cobertor do rosto, puxando o ar com força… mas o susto vem antes mesmo que eu consiga reagir.

Gael está ali.

Perto demais.

Meu corpo se enrijece, e antes que qualquer som escape da minha garganta, sua mão cobre minha boca, firme, quente, impedindo qualquer reação.

Ele está ajoelhado ao lado da cama, um dos joelhos apoiado no chão, na altura exata do meu rosto, como se tivesse descido até mim de propósito… como se já soubesse onde eu estaria.

— Shh… — a voz dele é baixa, quase um sussurro, mas carregada de autoridade. — Você não vai querer que ele volte e te encontre na minha cama… vai?

Meu coração dispara contra o peito, forte demais.

Nego com a cabeça, ainda sob o toque da mão dele.

Lentamente, Gael afasta a mão dos meus lábios… mas não se afasta de mim.

Nunca completamente.

Seus dedos deslizam pela minha bochecha com uma calma perigosa, como se estivesse explorando cada detalhe do meu rosto, traçando um caminho até a curva da minha orelha, onde ele demora um segundo a mais do que deveria.

Minha respiração falha.

— Melhor… eu ir embora — sussurro, a voz baixa, quase instável.

Mas ele não recua.

Sua mão continua o percurso, descendo lentamente pelo meu pescoço, deixando um rastro quente pela minha pele, até alcançar a base da minha garganta. Seus dedos contornam minha clavícula com uma precisão quase estudada, como se estivesse memorizando cada linha do meu corpo.

Engulo em seco.

Meu coração está acelerado demais.

— Você quer ir embora? — ele pergunta, a voz suave… mas com algo mais por trás.

Algo que desafia.

Algo que testa.

Faço que sim com a cabeça, incapaz de confiar na minha própria voz naquele momento.

Mas o toque dele não para.

Sua mão continua descendo, devagar, sem pressa, passando pela curva do meu corpo, firme, seguro… como se soubesse exatamente o efeito que causa em mim.

Minha respiração fica mais curta.

Mais descompassada.

— Mas o seu corpo… — ele se inclina levemente, a voz ainda mais baixa, próxima demais — parece querer outra coisa.

— Gael… — tento protestar, mas meu tom sai fraco, traído pela própria reação do meu corpo.

Ele não para.

A proximidade dele me envolve, me prende, me confunde.

— Diga, mon amour… — sua voz desliza suave, quase um sussurro contra o ar entre nós — o que você realmente quer?

E pela primeira vez…

Eu não sei responder.

Sua mão desliza até pela minha barriga. Gael me olha como se esperasse que eu o para-se, mas é como se meu corpo estivesse hipnotizado pelo seu toque. Eu não consigo dizer para ele parar.

Sua mão encontra uma brecha pelo meu vestido, ele acaricia a parte interior da minha coxa.

— Tu ressembles à un ange! — Ele diz algo em alguma língua que não consigo identificar.

( Você parece um anjo)

— Gael, por favor! — Sussurro.

Ele aproxima seus lábios dos meus ouvidos, sinto seu dedo tocar na minha calcinha.

— Está pedindo para eu parar ou continuar? — Ele sussurra, deixa um beijo na minha orelha que faz meu corpo inteiro arrepiar. Sinto que estou ficando molhada. — Estou a sua disposição, mon amour. Neste momento, eu sou seu! — Sua confissão me faz delirar.

Seus dedos tiram a calcinha que estava no caminho dele, seus dedos começam um movimento circular no meu clitóris. Gael coloca a mão livre na minha boca quando deixo escapar um gemido baixo de prazer.

— Quietinha, princesa. Não podem nos ouvir! — Ele diz no meu ouvido.

Ele acelera os movimentos dos seus dedos, aperto meu pé contra a cama, minha mão vai até sua blusa, onde seguro firme, buscando algum tipo de alívio.

— Gael! — Digo, sua mão na minha boca abafa meu gemido.

— Diga meu nome, princesa. Só o meu nome! — Ele pede.

Não aguento, começo a gemer. Meus gemidos abafados pela sua mão, seus dedos em um movimento acelerado e constante no meu clitóris.

Sinto meu útero contrair. Quando chego no clímax, aperto sua camisa firme. Solto um suspiro quando meu corpo se alivia. Gael tira a mão da minha boca, se aproxima e beija a lateral dos meus lábios, sem beijar totalmente meus lábios.

— Preciso desenhar o quão linda você fica corada, mon amour! — Ele sussurra.

Mordo meus lábios. Eu acabei de deixar ele me tocar?

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