32. A DOR DA PERDA
Larissa caminhava como se cada passo pesasse toneladas. O chão parecia distante, o mundo em volta, silencioso e sem cor. Ainda de luto, os olhos inchados e a alma em pedaços, ela atravessou o corredor do hospital rumo à pequena capela.
O ambiente era simples. Um altar modesto, bancos de madeira, vitrais filtrando uma luz suave. Mas para Larissa, aquele lugar era tudo o que restava. A última esperança de não desmoronar.
Ao se aproximar da imagem da santa, caiu de joelhos como quem já não aguenta