CALEB
O sol ainda nem tinha passado por cima dos eucaliptos quando cheguei ao galpão de pasteurização. O ar cheirava a leite morno e metal, aquele cheiro ácido de manhãs de trabalho pesado.
Encontrei Savana encostada na lateral do tanque, de braços cruzados e expressão fechada. As mangas da camisa rosa-claro estavam arregaçadas até os cotovelos, e uma mecha de cabelo solta colava no rosto suado. Ela batia o pé no chão com impaciência — um sinal claro de que alguma coisa tinha dado errado.
— Bom