SAVANA
A luz da manhã entrou pelas frestas da janela como quem pede licença. Dessas que vêm depois de noites longas, quando tudo que a gente quer é respirar devagar.
Amber dormia ao meu lado, com os cabelos bagunçados e a bochecha marcada pelo travesseiro. Por alguns minutos, fiquei só olhando para ela. Não com o medo da madrugada passada, mas com a serenidade de quem sobreviveu a um susto. Encostei os lábios na testa dela: fresca. Nenhum sinal de febre.
O tipo de toque simples que, para mãe, v