SAVANA
Amber sairia para o primeiro dia oficial de aula. Prendi seu cabelo em duas tranças, ajeitei a gola da camisa branca e estiquei a barra da saia azul. Algumas coisas nunca mudavam, aquele uniforme era um. Eu tinha usado o mesmo modelo quando era criança. Ela se estudou no espelho com uma seriedade que me lembrou meu pai antes de um leilão: olhos firmes, queixo erguido, coragem emprestada do silêncio.
— Posso levar o Apollo? — ela perguntou, sabendo a resposta.
— Hoje não, exploradora. Mas