ENTRE GARFOS E FRAGILIDADES
A mesa é pequena, mas o silêncio ocupa mais espaço que qualquer cadeira. Julian mastiga seu arroz com feijão como se fosse o melhor prato do mundo.
Aria serve suco para ele, os olhos atentos a cada movimento, como se vigiasse uma fronteira entre o agora e o passado.
— O feijão tá mais gostoso hoje, mamãe. Foi o papai que ajudou? Julian pergunta, com os olhos brilhando de entusiasmo.
Aria sorri de leve.
— Ele lavou os grãos. Não queimou nada, então acho que foi uma