[UM ANO DEPOIS]
— Eu vou gozar... eu vou... ahhhhh!
O relógio na parede do escritório marcava 19h45, uma hora após o fim do expediente. Eu estava na sala de Ricardo, debruçada sobre a mesa de mogno polido, de costas para ele, a respiração ofegante enquanto o calor do momento ainda pulsava pelo meu corpo. Minhas mãos agarravam a borda da mesa, a saia lápis preta amassada na cintura, a blusa de seda jogada em algum canto. Ricardo, atrás de mim, ajeitava a camisa, o som do zíper de sua calça cor