AnaAcordou com o coração acelerado ao som conhecido do despertador marcando quatro horas da manhã. O toque insistente atravessou o sono como uma lâmina fria, arrancando-a do descanso. Desligou por reflexo, ainda sonolenta. O corpo pesado, a mente lenta. A dor de cabeça da ressaca a puxou de volta à consciência e, só então, lembrou-se: era domingo. Podia dormir mais.Virou-se na cama, puxando o cobertor para si, tentando se aninhar outra vez naquele resto de descanso — e foi nesse movimento que percebeu que havia algo a mais. Ou melhor, alguém.A consciência veio em fragmentos, desordenada. Um beijo. A entrada no apartamento. Depois, nada. Absolutamente nada. Por mais que forçasse, não conseguia se lembrar.Levantou-se com cuidado e sentiu os mamilos endurecerem com o contato do ar frio. Foi nesse instante que entendeu.Estava nua.O colchão era mais macio do que o seu. O perfume no ar — amadeirado, masculino e, contra sua vontade, delicioso — não fazia parte do seu quarto. A dor de c
Ler mais