Pov: Daiana
Ela conhecia seu próprio corpo melhor do que qualquer médico.
Não era arrogância — era décadas de convivência com uma doença que não avisava, que não seguia calendário, que aparecia e desaparecia com aquela arbitrariedade cruel de quem não deve satisfação a ninguém. O lúpus havia entrado na sua vida quando ela tinha quarenta e três anos, no meio de uma reunião de diretoria que ela havia conduzido com a precisão de sempre, e havia se manifestado primeiro como um cansaço que parecia r