Rocco Mancini
O escritório estava mergulhado em uma penumbra estratégica. A única luz vinha das janelas altas, recortando a silhueta de Lorenzo Lucchese enquanto ele se acomodava na
poltrona de couro à minha frente. Os seus homens ficaram na entrada, aqui era somente eu e meu convidado Lorenzo Lucchese.
Ele agia como se estivesse em seu próprio
território, mas o tremor quase imperceptível em seus dedos traía a tensão. No centro da mesa, eu havia colocado apenas duas coisas: uma garrafa de cristal com o melhor uísque da reserva de meu pai e o meu anel de sinete.
- Você quer? – Perguntei por obrigação.
- Será que tem veneno? – Perguntou com uma falsa preocupação.
- Não armo pelas costas, Lorenzo. Geralmente quando eu quero alguém morto, eu vou lá e
faço. – Ele engoliu seco, bebendo o líquido assim que coloquei em sua frente e bebi o meu. – Não uso de artimanhas.
O silêncio foi longo, mas logo Lorenzo quis mostrar que ele ainda tinha alguma dianteira.
— Você tem coragem, Rocco — come