Aurora Moretti
O som do jazz baixo no bar do Hotel Fasano tentava, sem sucesso, acalmar o incêndio que corria nas minhas veias. Eu não queria música suave; eu queria o som de vidro quebrando, o som do mundo de Victor e Camila desmoronando da mesma forma que o meu castelo de cartas ruiu naquela tarde.
Um desejo tão primitivo, mas que parece tão justo por tudo que estava sentindo nesse momento.
Eu estava sentada no balcão, longe das mesas e da luz. Meu vestido preto era curto demais para os