Liam Rodrigues
Era a primeira vez que eu dormia ali. Não apenas naquela cama, naquele quarto, naquela casa — mas na casa da minha mãe. A mulher que me gerou, me perdeu e passou quase três décadas me procurando. A mulher que preparou aquele quarto como um santuário de esperança, mesmo sem saber se um dia eu pisaria ali.
Demorou vinte e oito anos. Mas eu finalmente dormi no quarto que ela manteve para mim.
E, por mais estranho que pareça, dormi bem. Talvez melhor do que em muitos meses. O colchão