Max Fox
É madrugada. A luz do quarto do hospital é fraca, e o silêncio só é quebrado pela respiração pesada de Rafaela dormindo. Ela murmura algo enquanto se remexe levemente. Ajeito o lençol sobre ela, tentando proteger o pouco de paz que ainda conseguimos manter. Mas meu peito aperta.
Eu não consigo dormir.
Não com esse gosto amargo na boca. Não com a lembrança do que minha mãe fez com a minha filha. E a culpa... a maldita culpa de saber que, se eu tivesse estado com a Priscila, nossa filha e