78. A culpa e a teia da falsa compreensão
A noite do baile de gala tornou-se um marco de fogo na alma de Luigi Calegari. O beijo de Diana Monteiro, breve como um relâmpago, mas devastador como um terremoto, deixara para trás um rastro de cinzas e autoaversão. Ele mal dormiu, assombrado pela imagem dos lábios dela nos seus, pelo perfume exótico que parecia ter se impregnado em sua pele, e, acima de tudo, pela lembrança de sua própria e momentânea fraqueza. Como pudera, mesmo que por um instante fugaz, corresponder àquele toque proibido?