Naquela praia, os casais caminhavam de mãos dadas como se aquele momento fosse único. E era. A areia ainda guardava o calor do dia, mas o vento da noite trazia um frescor salgado que arrepiava a pele.
O som das ondas se misturava às risadas, ao estourar distante dos primeiros fogos e ao tilintar de garrafas sendo abertas. Luzes coloridas já começavam a cortar o céu escuro, refletindo no mar como pequenos fragmentos de sonhos.
Com rosas brancas nas mãos, eles se despediram daquele ano.
— Ofe