Os dias começaram a passar.
Devagar no início.
Depois com mais leveza.
E, aos poucos, a vida voltou a acontecer.
Não como antes.
Porque Dandara sabia que nunca seria exatamente igual.
Mas talvez isso não fosse ruim.
Talvez crescer também significasse aceitar que algumas dores mudam a gente para sempre.
E que tudo bem.
Ela voltou para a terapia.
Uma vez por semana.
No começo, ainda era difícil entrar naquela sala e falar sobre tudo que viveu.
Sobre medo.
Controle.
Silêncio.
Vergon