Durante todo o caminho para casa, Augusto e Helena permaneceram em silêncio.
Não era um silêncio de preocupação.
Era de quem ainda tentava acreditar no que havia acabado de acontecer.
Augusto segurava a mão da esposa sobre o câmbio do carro.
De vez em quando, olhava para ela e sorria.
Helena ria.
— Você já olhou para mim umas cinquenta vezes.
— É que ainda estou tentando acreditar.
Ela acariciou a mão dele.
— Eu também.
Naquela noite, Augusto enviou apenas uma mensagem para Blenda.
"Filha, pass