O caminho de volta foi silencioso, pesado.
Dandara estava sentada no banco do passageiro, olhando pela janela, mas sem realmente enxergar a cidade passando lá fora.
As pessoas, os carros, qs luzes.
Nada fazia sentido naquele momento.
Porque sua mente ainda estava presa dentro da farmácia.
Presa nele.
No olhar de Heitor.
Na voz baixa.
Na presença perto demais.
Como se o passado tivesse atravessado a rua e segurado ela pelo pescoço outra vez.
As mãos tremiam no colo sem controle.
Os dedos gelados