Eu estava no meu escritório aguardando Apolo ser anunciado. Os seguranças avisaram que ele já tinha entrado no prédio.
Tentava acalmar o turbilhão que minha vida virou em apenas um final de semana. No sábado, quando conheci Marjorie, de repente eu não estava mais ali tentando impressioná-la pelo plano. Me senti aquele menino inocente que saiu do Brasil vinte e cinco anos atrás, enganado, e escolheu se render à máfia e à esposa.
Hoje eu tinha muita bagagem e era totalmente diferente daquele menino. Mas eu já fui bom, já fui inocente, já respeitei as mulheres e sabia o valor delas. E tinha ali, naquela morena que cresceu demais desde a foto que eu tinha — que se transformou em uma mulher linda, extremamente inteligente — uma mulher para ser respeitada.
Eu não esperava que Marjorie tivesse ficado tão linda, ganhado tanto corpo e tivesse uma personalidade tão marcante. Ela era coerente, conversava bem, tinha ideias. Não parecia com as moçoilas da idade dela que só pensavam em casar. Eu sa