POV de Bruno
Quando recebi Giselle no aeroporto, ela me deu um beijo no rosto, bem animada. Em nada parecia aquela mulher apática e surtada que vivia na França.
— Cunhado, de verdade, pensei que ia ter que vir aqui te dar uns tapas.
— Não sei por quê. Tudo está correndo muito bem.
— Minha irmã acha que você está apaixonado pela franguinha. Me ligou desesperada querendo voltar pra França.
— Sua irmã sempre foi muito ciumenta, cunhada. Eu nem sei como ela aceitou uma coisa dessas pra início de conversa. Mas depois da doença ficou mais sensível, e aí o ciúme ficou pior. Você vai ver que está tudo bem.
— Nossa, o trânsito dessa cidade é caótico!
— Sim, é.
— Vai me atualizando do desenrolar das coisas.
— Então, Marjorie está drogada e presa desde que a busquei na casa dela no domingo. Não se lembra do dia em que comemorou a maioridade, nem do carro que ganhou do banana, e já perdeu três dias de aula.
— Mas isso lá é tortura e plano correndo bem?
— Giselle, Marjorie é diferente das outras